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Proteína vegetal X Proteína animal para a hipertrofia muscular: têm diferença no quesito quantidade

Atualizado: há 7 dias




As proteínas de origem animal e vegetal possuem diferente aporte de aminoácidos essenciais e digestibilidade, os quais são necessários para que ocorra a síntese muscular. Alguns estudos indicam que a proteína vegetal é menos eficiente em proporcionar respostas anabólicas quando comparada a proteínas de origem vegetal. Apesar disso, não foram realizados estudos a longo prazo ou que mostrassem a relação das adaptações musculares decorrentes de treinamento resistido com pesos, para diferentes fontes protéicas. Com isso, um estudo publicado recentemente avaliou o impacto da fonte protéica da dieta em mudanças induzidas pelo treinamento de força, como a hipertrofia muscular, em jovens veganos e onívoros saudáveis. (Larraín et. al., 2021).


Materiais e métodos do estudo


Os voluntários de pesquisa preencheram seis recordatórios alimentares para avaliação da ingestão usual de proteínas, a qual foi adaptada para 1,6 g/kg/dia tanto para veganos como para onívoros e com auxílio de suplementação, em todos os casos. Os veganos consumiram como fonte de proteína vegetal a proteína de soja, já os onívoros, consumiram whey protein para complementar o aporte protéico diário.


Ainda, os indivíduos realizaram treino resistido com pesos de membros inferiores, duas vezes por semana e seus resultados foram avaliados antes e depois da intervenção, que durou 12 semanas, nos parâmetros massa magra da perna, área da secção transversal de músculo e força isotônica máxima de membros inferiores. Já os parâmetros sanguíneos avaliados, foram proteína sérica total, ferritina, vitamina B12 e 25-hidroxivitamina D (25-(OH)D) (Para mais detalhes dos materiais e métodos do estudo, veja a figura abaixo).





Resultados


A ingestão total de proteínas e a quantidade de aminoácidos essenciais, leucina, lisina, metionina e aminoácidos de cadeia ramificada (do inglês, BCAA), aumentou nos dois grupos e alcançou estabilidade durante o ensaio, tanto no grupo que consumiu a proteína vegetal, como no que consumiu proteína animal. Quanto aos parâmetros avaliados, não houve diferença significativa entre os indivíduos veganos e onívoros de aumento da massa magra da perna e força muscular, após as intervenções de dieta onívora ou vegana associadas ao treinamento resistido.


Conclusão


Esse estudo desafia a ideia de que uma dieta exclusivamente à base de plantas, ou seja, com consumo exclusivo de proteína vegetal, é menos eficiente do que uma dieta onívora para a hipertrofia muscular. Os autores sugerem que os resultados obtidos foram diferentes dos vistos anteriormente, porque no estudo em questão houve diversificação das fontes proteicas, o que garantiu aporte adequado de proteína e de todos os aminoácidos essenciais para a síntese muscular, mesmo nos veganos.


Ainda, a suplementação de soja utilizada para os indivíduos veganos era de boa qualidade, livre de fatores antinutricionais e colaborou para o aumento da ingestão total de aminoácidos essenciais, leucina, lisina e metionina.


Portanto, quando equiparado o aporte proteico, a dieta vegana pode promover a hipertrofia muscular de ordem similar à dieta de um onívoro. Se este post do nosso Blog te ajudou e você quer aprofundar ainda mais o seu estudo, não deixe de conferir as nossas referências bibliográficas abaixo.


Referências bibliográficas


SCIENCE PLAY: Proteína vegetal ou proteína animal para o treinamento de força? - Artigo resumido, traduzido e aplicado na prática clínica na íntegra exclusivo para alunos Science Play.


HEVIA-LARRAÍN, Victoria et al. High-Protein Plant-Based Diet Versus a ProteinMatched Omnivorous Diet to Support Resistance Training Adaptations: a comparison between habitual vegans and omnivores. Sports Medicine, [S.L.], p. 1-15, 18 fev. 2021. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1007/s40279- 021-01434-9


LYNCH, Heidi et al. Plant-Based Diets: considerations for environmental impact, protein quality, and exercise performance. Nutrients, [S.L.], v. 10, n. 12, p. 1841, 1 dez. 2018. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/nu10121841

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